20 de janeiro de 2012

Sr. Trabalhos

[...]Jobs like to jobs[...].

Nenhum empregado merece ter sentimentos. Ninguém está acima de minhas vontades. Uma empresa que lhes sede a honra de se trabalhar para ela deve ser venerada e o operário, proletário lhe deve. Lhe deve lealdade, pontualidade, confiança, submissão e cordialidade. Quem duvida vai ver nunca trabalhou para uma grande corporação ou empresa privada, seja ela grande ou pequena.
Esse deveria ser o pensamento de um dos maiores gurus da maçã mordida que, tal qual o temperamento de seu mestre,  sofreu altas e baixas em ações, produtos e marcas. "Eu lhe peço excelência e é isso que recebo em troca? " dizia ele a um de seus funcionários por volta das 2horas da manhã onde poucos colegas presenciaram o episódio.  Para o Jobs, ao contrário do que parece, isso era uma afronta a dedicação do funcionário por sua absurda dedicação ao trabalho. 

Existem outros meios.

Não preciso xingar ninguém, diminuir ninguém para alcançar os objetivos da minha empresa. Não é pisando em cima de alguém que serei alguém. Penso.

Mas não é assim tão fácil. Quantas oportunidades há para galgarmos um lugar ao sol?
Em certos momentos, as oportunidades nos jogam literalmente entre a cruz e a espada. 

Um jovem empresário decide que deve vender seu peixe de forma honesta e transparente. Explica francamente as características de seu mais novo produto. A leitura de como o produto em questão funcionará dentro do negócio cabe ao cliente. Foi a escolha deste empresário.

Mas vejamos este outro empresário, não tão jovem assim, que decide vender seu peixe. Nada mais! Esse então faz a apresentação da mais nova 'não-novidade' do mercado. Usa para tal artifícios estonteantes, carismático, sedutor capaz de ensandecer o pior avarento que se tenha notícia. Ele não tem escolha. Ele precisa da tal 'não-novidade-com-roupagem-diferente'.

Feira Medieval
Ora, o que foi feito não há como condenar. Venda, é roubo. Venda não é honesta. Nunca foi. 

A palavra venda dá uma pista do que estou dizendo. "Este prisioneiro não deve saber onde fica o esconderijo. Vende-o!". Venda se parece muito com venda, isso mesmo, não por acaso. É uma zombaria de outros tempos daqueles que não conseguiam ver. 

Eu vejo assim. Vender algo, é provar que aquela pessoa não sabia mas precisa do produto que eu ainda não desenvolvi. Então ele compra a mais-valia que ofereço.

 É tudo uma questão de ponto de vista. Certo. Errado.
Nada é real, tudo é permitido.

1 de dezembro de 2010

The Walker

        Um homem ocupado é muitas vezes um "businessman". Não tem tempo pra se ocupar de sua familia. Um homem ocupado, não dispõe de tempo para sua familia. Não tem tempo pois precisa que esta familia tenha tudo que ele muito provavelmente nunca tenha tido em sua infância. 
        Um homem ocupado passa pouco tempo com sua familia pois importa-se muito com ela - ou muito pouco - e prefere que nada lhe falte. Carinho, amor, dinheiro e conforto. Assuntos importantes que parecem reger um lar feliz. Um homem ocupado é ocupado demais para perceber que sua familia não precisa de muita coisa para ser feliz. Precisa de um pai-de-familia. Um homem ocupado é incapaz de desprender afeto, palavras sábias, de conhecimento, experiência, nas horas-chave. Quanto mais a familia demanda poder aquisitivo mais este homem se afasta desta familia. Mulher, crianças, empregados, carros, pscinas, mansões, casas de campo, viagens pelo mundo, escola de artes, salões de beleza, cartão de crédito, celulares, computadores de última geração. Todos pensamentos e perturbações desse homem ocupado. 
        O homem se chama operário-do-capitalismo, e a familia, consequências do capitalismo. Dono de uma multi-nacional, com mais de trezentos mil funcionários a abaixo de si. No entanto, incapaz de dirigir sua própria familia. Suas filhas agitam a noite nas boates e clubs da cidade xingando aqueles que se acusam serem inferiores. 
        Garotas aprontam, com o dinheiro do pai, o homem ocupado. 
        Sua mulher o trai com o jardineiro mandado trazer da Nova Zelândia pela própria mulher, seguindo dicas de uma revista de futilidades. Funciona assim: o homem ocupado sai para trazer mais alguns milhares de cifras para a conta bancária da familia, enquanto sua mulher gasta algumas cifras para preencher o vazio deste homem ocupado. E o casamento deles vai bem. e vai bem mesmo, até o momento em que tenham que se encarar por mais de uma hora diante da mesa de jantar, que já é a mais comprida que ele encontrou espaço na sala de jantar.
        Este homem ocupado, nem desconfia, mas arruinou a vida de milhares quando vendeu uma simples ação, que lhe geraria milhões a sua empresa, mas engoliria uma outra pequena empresa para isso. Ele nem importaria se soubesse que jogou milhares a sarjeta. Destinou centenas ao crime. Tudo para saciar sua canibal familia milionária que importa-se muito pouco com a grama do vizinho. Nem sabe que o vizinho tem grama. Nem sabem que ao menos sua grama é zoysia japonica.

        O homem ocupado, teve o que mereceu. Está vivo, porém, é como se estivesse vivendo a vida de outro. Ele já não sente seus próprios pés ao levantar pela manhã.
Não sente que a comida tem o melhor sabor que o dinheiro pode pagar. Não sabe que o destino o está espreitando. Não vê. Simplesmente está morto, segue apenas o cheiro do dinheiro. Apenas sabe ser um capitalista.
        O homem ocupado, agora, rebatizado de "The Walker"!

4 de outubro de 2010

Vermelho, Azul ou Verde? Amarelo Ouro!

Eleições! Ah! as eleições. Vontade que me dá de ser obrigado a levantar da cama pra ir votar em um bando de ricos que vão determinar minha vida - e de mais um monte, mas me importo com a minha vida apenas... tá, nem eu acreditei - pelos próximo quatro anos.

Complicado escolher entre o carinha que tá quase morrendo, mas que tem mais de R$ 45.000,00 no exterior ou na querida que tem um pouco mais de R$ 1.000.000,00 - em barras de ouro, que valem muito mais que dinheiro, ôee. Tenho a impressão que se eleito fosse, o primeiro candidato, este morria de emoção dando lugar para o "vice" assumir. Eu hein! É justo isso? Quero dizer, será que realmente vivemos em uma democracia? A resposta meus amigos, é não! Não vivemos em uma democracia pelo simples fato que quem chega a concorrer um cargo grande como é o do presidente desta bagaça chamada Brasil tem que ter dinheiro. Muito dinheiro. Além de fazer alianças que ninguém espera. Inclusive quem é arqui-inimigo desde ou  daquele partido, mas pra ganhar uma fatia do bolo a eleição vale tudo. Não vale. Sinceramente, não creio que vivemos em uma democracia, vivemos sim é numa plutocracia. Demo = povo. Pluto = rico. Faça suas análises.

Será que algum dia veremos um governo livre de escândalos, livre de compra de opositores, um governo pra chamar de meu?

Você aí de SP que votou no Tiririca: Que merda "ceis" fizeram mano! 
Dá vontade de deixar oceis de castigo de cara virada pra parede pra pensar na merda que fizeram. Chega, não quero mais brincar.

23 de setembro de 2010

Coloridos: Tu curte?

Eu tenho assistido TV - tema suficientemente revoltante e que geraria um post por si - e tenho prestado atenção nessas modinhas da gurizada nova. Restart, Fiuk, Cine e alguns programas aleatórios. Fico pensando, por que esse estouro, esse estardalhaço que fazem essas figuras da mídia. Primeiro veio o "BBB" com os seus coloridos, e aí pensei: Tudo bem, legal os caras incluírem esse povo num programa de grande visualização. E lembro de ter pensado que já era certo que algum dos homossexuais iria ganhar, que nada ganhou o mais carrancudo da casa. Depois do "BBB" o Serginho ganhou espaço no zorra total e aí a coisa começou, na minha opinião. Alguns podem até não concordar comigo e dizer que o trio ternura lá de cima é mais antigo que isso. Tudo bem eles na maioria são de 2008, ou seja, não tem 3 anos na mídia. Mas eu pergunto, será que eu estou tão quadrado assim de não gostar dessa nova onda de coloridos?

Certa vez li alguém comentando no Twitter: "Se o Restart ou Cine são a salvação do rock, prefiro que ele morra...". Eu não me decidi ainda se concordo plenamente com isso. Um momento...

Sim, decidido, concordo com ele. Pelo menos em parte, pois não quero realmente que o rock morra.

O interessante nesses casos, inclusive do SerginhoBBB e excluindo o Fiuk, que teve divulgação pela TVGlobo, é que eles ganharam popularidade pela internet! Bom se isso é parâmetro para achar alguém bom, complica, visto que não é possível definir o que é e o que não é bom se baseando pelas estatísticas de clique em canais de internet. Comprovadamente é o que ocorreu no prêmio da MTV, o VMB, no qual Restar recebeu a maioria dos prêmios. Ora, aquela noite foi resumo de duas coisas, fãs do Restart e os que estavam pouco ligando para o VMB. O que não atesta o gosto popular por esta banda. O que me leva a crer que os fãs de restart não eram maioria naquela noite, visto que os coitados foram vaiados. Ou também que os fãs de Restart são novos demais para terem discernimento sobre coisas boas da vida e tão pouco podem entrar em lugares com censura maior de 18, o que explicaria aquela cambada de moleques fora do evento. Maldade.

Tudo bem que eles foram sumariamente vaiados apenas quando receberam o último premio, pelo menos foi o que eu vi, que na minha opinião tinham que ter sido vaiados em todos.

No entanto, porque ganharam 5 prêmios naquela noite. Não há como afirmar que maioria das pessoas realmente gostam da banda ou se importam com a premiação. Você, se não for um fã desesperado da banda e que ainda não saiu completamente das fraldas, votaste alguma vez no VMB todo pelo menos uma vez? Número de visualizações de um vídeo, ou do próprio site onde postam suas músicas, não fica claro quem gosta e quem não. Isso porque clique é clique e não expressa qualquer sentimento, razão ou opinião, é apenas uma peça do computador que nos permite vota em bandas muitas vezes sem nenhuma punição, é até incentivado que "vote quantas vezes quiser" como diz o carinha da propaganda do VMB. Ora, equacionando a coisa toda fica mais ou menos assim: votar quantas vezes quiser + galera pouco se fedendo para o VMB = vitória de uma banda qualquer.

O que para muitos é bom, pra mim não é. Eu tenho minhas próprias opiniões e não busco o que está na moda. No meu tempo as pessoas costumavam catar coisas que não circulavam no main stream, hoje agente quer que algumas coisas do underground volte pra lá, se nunca tivessem votado no restart ou clicado no site deles talvez estaríamos ouvindo qualquer outra coisa, ou vendo qualquer outra porcaria nos TT's que não uma briguinha de gente com falta do que fazer. "Avalanche Colorida". Tosco.

Isso tudo me faz pensar também que essa onda de homossexualismo entre os jovens entre 15 e 17 anos, se isso também não seria fruto dessa modinha colorida. Primeiro o BBB dizendo que tudo bem ser diferente, eu acho também. Só que a coisa tomou uma dimensão tamanha, que agora é normal ser igual a todo mundo, se alguns são gays, se são coloridos então todos somos. Tá bem, tá bem não são todos os jovens que se enquadram nessa filosofia que nem de botequim é, no mínimo até no salão de beleza deve ter nascido! rs...

Sempre torço para que as pessoas sejam felizes, sejam gays ou coloridos sejam o que vocês quiserem. Mas por favor, pense no que você quer fazer da sua vida, não paute o seu gosto pelo do visinho. Seja original! Seja você mesmo E "chonga" se você não vai ser igual aos outros por isto ninguém pode crucificar você. Pense que se você for igual a todos, que identidade você ira ter? Identidade quer dizer, único, autêntico. Eu digo: Você mesmo!

Um Abraço.

8 de setembro de 2010

Estou ficando velho, não acho a gentileza em lugar algum. Será que morreu?

        Tenho conversado muito com minha namorada ultimamente sobre assuntos que nos fazem pensar. Ela que é 5 anos mais nova que eu. Nada muito significativo diriam vocês. O caralho! diria eu. Pensem quanta coisa acontece em cinco anos. Ela por exemplo não viu o 'supermouse e seus amigos', não viu os 6 biônicos, não viu o fofão e uma porrada de coisas, que eu não me lembro mais por que como sabem, estou ficando velho no auge dos meus 26 anos.

Mas voltando a vaca fria, ela vem de uma família completamente diferente da minha - ainda bem, se não... eu hein. Melhor deixa pra lá - e sobre alguns assuntos ela pensa muito diferente de mim. Natural, até porque não somos uma extensão de mim mesmo, e confesso que isso seria particularmente estranho pensar. Eu por exemplo, penso que devemos compartilhar e passar adiante pequenos gestos de solidariedade, como estender a mão para alguém que está caindo do ônibus, eu tento, mas em algumas vezes a pessoa é mais rápida e se espatifa no chão. Se alguém que não consegue passar com sua bolsa de lona de lojas femininas cujo logo é a silhueta branca de uma mulher desenhada em um bloco rosa (a bolsa é grande e eu não vou fazer propaganda, se virem!) aí tu empurra um aqui e outro ali e a menina passa. Pronto. Não doeu. Pelo menos não em mim, já no próximo...
Quantos atos de bondade você pratica no seu dia-a-dia. É nesse momento que percebemos que não é só com agente, mas a maioria das pessoas pensa de forma individualista, pois foram educadas assim, o que mostra talvez uma tendência, temida se for verdade, em que pessoas não mais conhecem a gentileza ou não acreditam nela. Será imprudência de minha parte ajudar qualquer um na rua, salvo casos em que é preciso defender a honra da donzela em perigo, prefiro deixar isso para os filmes e a polícia. Mas em alguns casos não é preciso muita coisa mais que um sorriso. Uma gentileza. E em nenhum dos casos é preciso que nos agradeçam, mesmo quando o ego grita que precisa de um 'obrigadinho' bem pequenininho pra se sentir O cidadão do dia. Esse mesmo vai chegar em casa e dizer: "Manhê, sabe o que eu fiz hoje...“. Se esse for o caso tu diz antes que o pro ego: "Anemal, te para, sossega bicho!".
Mas é no mínimo curioso deparar-se com essa situação, olhar o próximo como se ele fosse próximo mesmo, exatamente como dizia jesus - não sou católico, então não adianta me corrigir, tenho medo de ler a bíblia e me converter - "ame ao próximo como a ti mesmo", gente isso não é difícil. Basta lembrar que você também é o próximo do "próximo" também - ih, será que entrei em loop.
Pergunte ao seu "eu", - parece até auto-ajuda, mas não é preste atenção - você faria mal de algum forma a alguém que lhe estendeu a mão? Faria mal a alguém que parou o ônibus pra ti, pra que consigas seguir com o teu dia? Caso as respostas dessas perguntas sejam negativas então parabéns, você acaba de se tornar alguém apto a aceitar e oferecer ajuda ao próximo. E se suas respostas foram positivas, bom aí é melhor procurar ajuda! You need talk to someone!!!

Eu sei que é pura hipocrisia achar que você é o carinha perfeito, eu sei que eu não o sou esse cara, e por isso não julgo você que não levanta no ônibus para um idoso sentar, mas que é pura sacanagem, ah isso é.

Hei, você vai ser idoso algum dia!

Se nos agarrarmos a premissa: Não faça com os outros o que não quer que façam com você. Já estamos salvos da metade desses problemas causados pela famosa síndrome do GA - gentileza alheia. O que aconteceria com o mundo se todos nos ajudássemos. O que aconteceria com você se você ajudasse alguém em troca de nada mais que um sorriso. Pessoas são muito desconfiadas por natureza, e não é pra menos visto esse mundo doido em que vivemos. Mas dá pra fazer esse exercício, pense, motive-se, inclua na sua agenda: fazer o bem para alguém que eu nunca vi antes. Sorria para alguém, é estranho mas pode ser gratificante também. Experimente!

1 de setembro de 2010

Assim caminha a humanidade.

Outro dia, estava tendo uma conversa com meu irmão do meio sobre sociedade e o filme zeitgeist - não se preocupe não irei debater sobre o filme e tecer comentários pedante sobre isso, pelo menos não por aqui - e começamos uma discussão sobre a sociedade. Como funciona. Por que funciona?

Meu irmão é um daqueles caras que é muito pessimista quando desnecessário e muito otimista quando desnecessário - talvez não tanto mas pareceu melhor descrevê-lo assim - e quando debatemos algo gosto muito de ver que ele não arreda o pé do seu ponto de vista, ponto pra ele. Eu por outro lado fico tergiversando  entre comentários e opiniões. Mas vamos ao diálogo.

Meu irmão: mas tu não acha que deveríamos nos preocupar em nos tornarmos pessoas melhores para um mundo melhor, deixar um mundo mais justo e harmonioso para nossos filhos?

Eu: Não. Faz um tempo que eu não consigo mais me iludir com o conceito de mundo perfeito, finalmente entendi o que quer dizer utopia.

A lá PC Siqueira. "utopia pra quem não sabe, é algo que nunca vai acontecer, jamais... (pausa longa)... nem 'fudeinnnnndo' mano."

Quando penso em um mundo melhor eu penso num mundo que não existe e nunca vai existir, pois quando se tem uma perfeita distribuição de renda não existem mais do que duas classes sociais apenas um partido político e nenhum governante, eu me dou conta que isso nunca vai acontecer. Palma palma, não priemos cânico, o motivo é simples. Se não houver pobreza não há riqueza, justamente por que não se tem limite econômico para distinguir um de outro. Sinto que de uma maneira geral não há como homogeneizar duas classes sociais dependentes uma da outra. Creio não precisar explicar essa última idéia, mas o dito pelo não dito me aflige. São classes que dependem uma da outra visto que a riqueza vive de explorar a pobre cuja esta vive de ser explorada. Seria como retirar uma espécie animal da base da cadeia alimentar, já imaginaram o que aconteceria se não houvesse mais alimentação?
É mais ou menos como imagino o que acontecerá se a pobreza deixar de existir. Penso. A relação que o capitalismo emprega como mecanismo de ação sobre outros países é o que sustenta essa idéia de dependência econômica, daí a indigestão mútua entre ricos e pobres se encarando separados pela margem invisível da qual muitos nem se quer sabem que existe, o que dirá de contestá-la. Este será sempre o principal motivo deste desequilíbrio desta equação.

Não sei, só sei que não funciona. Eu não consigo imaginar como funcionaria pelo menos. E você?