8 de setembro de 2010

Estou ficando velho, não acho a gentileza em lugar algum. Será que morreu?

        Tenho conversado muito com minha namorada ultimamente sobre assuntos que nos fazem pensar. Ela que é 5 anos mais nova que eu. Nada muito significativo diriam vocês. O caralho! diria eu. Pensem quanta coisa acontece em cinco anos. Ela por exemplo não viu o 'supermouse e seus amigos', não viu os 6 biônicos, não viu o fofão e uma porrada de coisas, que eu não me lembro mais por que como sabem, estou ficando velho no auge dos meus 26 anos.

Mas voltando a vaca fria, ela vem de uma família completamente diferente da minha - ainda bem, se não... eu hein. Melhor deixa pra lá - e sobre alguns assuntos ela pensa muito diferente de mim. Natural, até porque não somos uma extensão de mim mesmo, e confesso que isso seria particularmente estranho pensar. Eu por exemplo, penso que devemos compartilhar e passar adiante pequenos gestos de solidariedade, como estender a mão para alguém que está caindo do ônibus, eu tento, mas em algumas vezes a pessoa é mais rápida e se espatifa no chão. Se alguém que não consegue passar com sua bolsa de lona de lojas femininas cujo logo é a silhueta branca de uma mulher desenhada em um bloco rosa (a bolsa é grande e eu não vou fazer propaganda, se virem!) aí tu empurra um aqui e outro ali e a menina passa. Pronto. Não doeu. Pelo menos não em mim, já no próximo...
Quantos atos de bondade você pratica no seu dia-a-dia. É nesse momento que percebemos que não é só com agente, mas a maioria das pessoas pensa de forma individualista, pois foram educadas assim, o que mostra talvez uma tendência, temida se for verdade, em que pessoas não mais conhecem a gentileza ou não acreditam nela. Será imprudência de minha parte ajudar qualquer um na rua, salvo casos em que é preciso defender a honra da donzela em perigo, prefiro deixar isso para os filmes e a polícia. Mas em alguns casos não é preciso muita coisa mais que um sorriso. Uma gentileza. E em nenhum dos casos é preciso que nos agradeçam, mesmo quando o ego grita que precisa de um 'obrigadinho' bem pequenininho pra se sentir O cidadão do dia. Esse mesmo vai chegar em casa e dizer: "Manhê, sabe o que eu fiz hoje...“. Se esse for o caso tu diz antes que o pro ego: "Anemal, te para, sossega bicho!".
Mas é no mínimo curioso deparar-se com essa situação, olhar o próximo como se ele fosse próximo mesmo, exatamente como dizia jesus - não sou católico, então não adianta me corrigir, tenho medo de ler a bíblia e me converter - "ame ao próximo como a ti mesmo", gente isso não é difícil. Basta lembrar que você também é o próximo do "próximo" também - ih, será que entrei em loop.
Pergunte ao seu "eu", - parece até auto-ajuda, mas não é preste atenção - você faria mal de algum forma a alguém que lhe estendeu a mão? Faria mal a alguém que parou o ônibus pra ti, pra que consigas seguir com o teu dia? Caso as respostas dessas perguntas sejam negativas então parabéns, você acaba de se tornar alguém apto a aceitar e oferecer ajuda ao próximo. E se suas respostas foram positivas, bom aí é melhor procurar ajuda! You need talk to someone!!!

Eu sei que é pura hipocrisia achar que você é o carinha perfeito, eu sei que eu não o sou esse cara, e por isso não julgo você que não levanta no ônibus para um idoso sentar, mas que é pura sacanagem, ah isso é.

Hei, você vai ser idoso algum dia!

Se nos agarrarmos a premissa: Não faça com os outros o que não quer que façam com você. Já estamos salvos da metade desses problemas causados pela famosa síndrome do GA - gentileza alheia. O que aconteceria com o mundo se todos nos ajudássemos. O que aconteceria com você se você ajudasse alguém em troca de nada mais que um sorriso. Pessoas são muito desconfiadas por natureza, e não é pra menos visto esse mundo doido em que vivemos. Mas dá pra fazer esse exercício, pense, motive-se, inclua na sua agenda: fazer o bem para alguém que eu nunca vi antes. Sorria para alguém, é estranho mas pode ser gratificante também. Experimente!

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